29/11/2022

Prefeitura se reúne com corretores de imóveis para combater clínicas clandestinas

Prefeitura se reúne com corretores de imóveis para combater clínicas clandestinas

Encontro ocorreu na manhã desta segunda-feira (29/11) e contou com a participação da Vigilância Sanitária e da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social

Em uma iniciativa inédita, a Prefeitura de Suzano, por meio da Vigilância Sanitária e da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, se reuniu com representantes de imobiliárias vinculadas à Associação dos Corretores de Imóveis de Suzano (Acoris) na manhã desta terça-feira (29/11), no centro da cidade, para buscar meios de combater a instalação clandestina de Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) e de demais comunidades terapêuticas em locais alugados.

Aproximadamente 50 pessoas participaram do encontro. Entre os presentes estavam o secretário de Assistência e Desenvolvimento Social, Geraldo Garippo; o diretor da Vigilância Sanitária, Mauro Vaz; o presidente da Acoris, Ademilson Bernardes; e as autoridades sanitárias de Suzano Mariana Canhoto e Letícia Jungers.

O objetivo é, em vez de receber denúncias de locais que são irregulares e que praticam maus-tratos contra os idosos e demais pessoas lá internadas, impedir que este tipo de estabelecimento ilegal seja instalado e evitar que ações como essas ocorram, motivando seu posterior fechamento.

De acordo com Mauro Vaz, este é o primeiro passo da chamada “tolerância zero” para esse tipo de clínica que se instala em imóveis e executa um trabalho irregular em Suzano. “Estamos colocando esse projeto em ação e não trabalhar somente com a denúncia, mas atingir o começo da situação, que é a instalação da clínica. Esta reunião foi o primeiro passo para colocar isso em prática e orientar os proprietários de imobiliárias sobre o fato de que alguns imóveis estão sendo alugados para essa finalidade”.

Ainda segundo ele, os prestadores de serviço não sabiam da situação. “Os corretores não tinham conhecimento dessa prática e se mostraram bastante sensibilizados. Esperamos que isso possa repercutir entre o segmento e que algum mecanismo seja criado para que documentos que comprovem a legalidade da entidade sejam pedidos para a formulação do contrato de aluguel”, completou o diretor.

O secretário Geraldo Garippo destacou que são vários os trabalhos necessários após o fechamento de uma instituição terapêutica ou ILPI irregular. “A responsabilidade de promover o encaminhamento das pessoas internadas quando o espaço é fechado é dos responsáveis pelo local. Ocorre que muitas vezes eles não estão lá quando há denúncia. Então, realizamos um trabalho de localização da família ou encaminhamento para o sistema público de saúde em caso de necessidade”, apontou.

Próximos passos

O diretor da Vigilância Sanitária completou que o próximo passo será também ter a mesma conversa com os proprietários dos imóveis. “Vamos procurá-los e explicar as irregularidades. Além do funcionamento clandestino da clínica, por muitas vezes, o espaço alugado sofre deterioração e acumula dívidas de aluguel e contas de consumo. Queremos também que eles consultem a Vigilância Sanitária para verificar se aquela comunidade terapêutica que pretende ser instalada na propriedade está regular”, finalizou Vaz.