19/11/2021

Educação promove encontro especial do ‘Cola aí na live’ sobre consciência negra

Educação promove encontro especial do ‘Cola aí na live’ sobre consciência negra

Transmissão reuniu educadores negros da cidade para compartilharem suas vivências e fortalecer o combate ao racismo

A última edição de 2021 do programa virtual “Cola aí na live!” foi ao ar na última quinta-feira (18/11), com uma temática especial voltada para celebrar o Dia Nacional da Consciência Negra. O projeto, promovido pela Secretaria de Educação de Suzano, reuniu profissionais negros da rede municipal de ensino para discutirem sobre a valorização da cultura afro-brasileira e africana e o combate ao racismo na sociedade. O evento é transmitido mensalmente por meio do canal do YouTube “TV Prefeitura de Suzano” e pela rede social oficial da prefeitura.

Para fortalecer a pluralidade do diálogo e ressaltar a importância de pessoas negras ocuparem os espaços e serem protagonistas desta luta, a apresentação do programa foi realizada pela professora Dorisnilce Aparecida da Silva, que intermediou o debate entre os diversos convidados e compartilhou com o público as suas vivências, tanto de dentro como de fora das salas de aula. Com o título de Yibambe, termo que vem da língua xossa e significa “manter-se firme”, o encontro destacou o valor do empoderamento infantil dentro da educação, para gerar mudanças significativas à sociedade a partir da formação das novas gerações.

“É essencial que demos destaque e valor para a identidade do povo preto. A discriminação racial infelizmente ainda é uma realidade e tem um teor estrutural, o que repercute em vários aspectos, como as oportunidades na vida, no mercado de trabalho e, inclusive, repercutem na exclusão das crianças. Quando atinge os pequenos, essa violência pode prejudicar seu desempenho escolar, autoestima e, até mesmo, afastá-los dos estudos”, disse Dorisnilce.

O titular da pasta, Leandro Bassini, também participou do encontro e destacou a importância das crianças se verem representadas para entenderem que ser negro não deve ser motivo de limitações, mas sim de orgulho. “A presença de figuras pretas em posições importantes, seja na sociedade ou até em brinquedos, tem um potencial libertador para que possamos romper este ciclo. Empoderar as crianças é um processo que tem sim participação dos educadores, mas também merece atenção das famílias, para que mostremos às crianças que elas podem alcançar tudo na vida, e o caráter é maior que a cor da pele”, ressaltou.

Para ampliar as discussões e evidenciar produções culturais que valorizam a cultura afro-brasileira e africana, também houve um momento de recomendação para que o público possa posteriormente ampliar seu entendimento sobre o assunto. Para quem gosta de filmes e desenhos animados, os educadores indicaram “Homem-Aranha no Aranhaverso” e “Pantera Negra”, obras da Marvel Studios com protagonistas que se tornaram referências de representatividade. A sugestão de leitura ficou por conta da “Menina bonita do laço de fita”, da escritora Ana Maria Machado, que aborda, de forma leve e divertida, a beleza da pele negra e das características de sua identidade.

Ao longo de toda a conversa, os espectadores puderam interagir e mandar perguntas para os participantes por meio do chat das plataformas virtuais, que eram periodicamente lidos e comentados. Para que todos pudessem ter acesso aos conteúdos, o programa também contou com legendas automáticas, audiodescrição e tradução simultânea na Língua Brasileira de Sinais (Libras), recursos de acessibilidade que se fazem presentes no projeto desde seu início.

“A figura do negro sempre foi vinculada a condições de submissão, mas esta realidade está mudando e precisa continuar a avançar. Nosso papel enquanto educadores é incentivar os alunos, orientar, dar apoio e combater todo tipo de racismo. Parabenizo a todos os nossos profissionais da Educação da cidade por seu trabalho exemplar e sempre proativo. Este assunto é indispensável em nossos projetos pedagógicos e é abordado com frequência na rede municipal, para que possamos valorizar as raízes, conscientizar e mostrar para as crianças como ser negro é lindo, por meio de uma educação que alcance a todos de forma equitativa”, concluiu Bassini.