10/01/2022

Conselho Tutelar de Suzano recebe munícipes em dois polos

Conselho Tutelar de Suzano recebe munícipes em dois polos

Serviço tem pontos de atendimento no centro e no bairro Boa Vista

O Conselho Tutelar da cidade de Suzano está em pleno funcionamento no início de 2022. O órgão independente conta com o apoio da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social e realiza atendimentos na malha central e no bairro Boa Vista para ocorrências relacionadas aos direitos da criança e do adolescente.

Os dois polos do conselho realizam atendimentos das 8 às 17 horas, de segunda a sexta-feira, atuando também aos finais de semana no esquema de plantões. O Conselho Tutelar 1 está localizado na região central da cidade, na rua Barão do Rio Branco, 249, do bairro Vila Costa, enquanto o Conselho Tutelar 2 está presente na rua Coronel Hildeberto Vieira de Melo, 60, Boa Vista. O telefone de contato para o primeiro Conselho é (11) 4748-5940, enquanto que para o segundo é o número (11) 4748-8188.

Entre os serviços oferecidos pelos polos, estão as ações relacionadas ao combate à violência e à evasão escolar, seja por questões familiares, como relações interpessoais ou situações de vulnerabilidade, bem como o atendimento de ocorrências e crimes com vítimas ou infratores menores de idade. Parte destes atendimentos podem ser feitos por telefone, enquanto os casos mais urgentes podem ser verificados diretamente nos conselhos.

Para o secretário municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Geraldo Garippo, a atuação promove os cuidados necessários com os munícipes que precisam do apoio da iniciativa, sejam eles vítimas de abusos ou autores de denúncias anônimas. “Este é um serviço importante, pois amplia a atenção e os cuidados específicos para os jovens e adolescentes da nossa cidade. Ao longo do último ano, realizamos uma série de ações com o Conselho Tutelar para fortalecer essa rede de ação, seja com reuniões e campanhas, ou com a revitalização e manutenção dos espaços da iniciativa. Tudo isso é muito positivo para seguirmos juntos em prol dos jovens suzanenses”, afirmou.

Balanço

O último ano do Conselho Tutelar foi marcado pelo trabalho estratégico feito ao longo do período de pandemia do novo coronavírus (Covid-19) e a retomada do tratamento presencial com os munícipes suzanenses. Por seu caráter emergencial, a equipe não interrompeu seus atendimentos em nenhum momento durante a pandemia e, somando os trabalhos das duas sedes, o ano de 2021 apresentou o balanço de 7.522 ocorrências verificadas pelas equipes.

Entre os últimos 12 meses, a sede central registrou 4.122 ocorrências, conduzindo atendimentos presenciais na maior parte do ano, prestando serviço em casos passíveis de crimes, como agressão, violência sexual e tráfico de drogas; bem como casos considerados mais leves frente ao código penal, como evasão, indisciplina, risco e vulnerabilidade. O mês de maior atendimento da equipe foi agosto, com 496 registros.

Por sua vez, o polo Boa Vista atendeu a um total de 3.400 casos em sua região de atuação, entre elas, 571 denúncias de evasão escolar, 1.311 situações de violência contra menores e 1.319 casos de negligência, auxiliando um total de 137 famílias no ano.

Ao longo do período, os Conselhos Tutelares da cidade encabeçaram ações conjuntas de combate à violência sexual contra crianças e adolescentes com o lema “Lembrar é combater”, com orientações feitas na Prefeitura de Suzano. O conselho também realizou várias reuniões com membros da secretaria municipal e de centros de atendimento do Alto Tietê para trocar experiências e trabalhar aspectos para evoluir condições e atendimentos na cidade.

Na visão de uma das conselheiras, Sônia Pimenta, a atuação do grupo na cidade promove uma confiança especial com os jovens assistidos, que sabem da existência de um modo para denunciar ou encontrar apoio. “O Conselho Tutelar tem vários canais de contato, seja pelos nossos números de telefone, contato por e-mail ou no presencial, direcionadas aqui nas sedes do conselho. Acima de tudo, agimos para que os jovens e seus familiares sintam-se apoiados em situações de risco, independentemente de sua natureza”, completou.