05/10/2019

Vigilância Sanitária de Suzano interdita parcialmente três clínicas de estética

Vigilância Sanitária de Suzano interdita parcialmente três clínicas de estética

Todas trabalhavam irregularmente com bronzeamento artificial, prática proibida no País desde 2009 por ser considerada nociva à saúde

A Diretoria de Vigilância Sanitária de Suzano interditou parcialmente três clínicas de estética que ofereciam o serviço de bronzeamento artificial no município. Este foi o resultado de um processo de fiscalização que teve início no dia 23 de setembro (segunda-feira) e seguirá durante todo o verão. A prática é proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2009, por ser considerada nociva à saúde.

De acordo com a Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) nº 56/2009, do Ministério da Saúde, o uso dos equipamentos para bronzeamento artificial, com finalidade estética, baseada na emissão da radiação ultravioleta (UV), passou a ser proibida em todo o território nacional. As penalidades variam desde a advertência até o cancelamento da autorização de funcionamento da empresa ou do registro do produto. Está prevista ainda a aplicação de multas que variam de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão, em casos de reincidência.

O diretor da Vigilância Sanitária de Suzano, Mauro Vaz, disse que, além de já haver uma fiscalização programada para esta época do ano, quando o calor é mais intenso, o setor recebeu diversas denúncias nos últimos meses envolvendo clínicas da cidade e isso preocupou as autoridades municipais.

Houve casos de infecção de pele, lesão de córnea pelo uso de lentes de contato durante o procedimento e ainda a realização do bronzeamento artificial em uma menor de idade sem a devida autorização de um responsável. Neste último caso, a própria mãe denunciou o estabelecimento. Com as inspeções nas clínicas, três delas tiveram o serviço e a sala interditados logo na primeira semana de trabalho do órgão com esta finalidade.

A máquina de bronzeamento utilizada tem uma maior concentração de raios ultravioletas e isso acaba estimulando a deformação das células, podendo causar graves problemas, incluindo o câncer de pele. A sessão de 40 minutos no equipamento equivale a um dia inteiro de exposição ao sol.

Vaz afirmou que as pessoas acabam procurando o serviço por ser mais confortável, porém ele considera não valer a pena se arriscar pela vaidade. Ele esclareceu que a equipe tem realizado um trabalho de prevenção intenso a fim de conscientizar tanto os proprietários das clínicas como também os clientes. O diretor destacou que muitos utilizam sem saber o tamanho do prejuízo à saúde, assim como os esteticistas muitas vezes ainda não têm conhecimento sobre a lei que proíbe tal procedimento. .